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Maldek: O Planeta de Cristal que Brilhou Demais e se Autodestruiu

Imagine um mundo inteiro feito de cristal vivo, onde montanhas reluziam como catedrais de luz e cidades eram erguidas sobre plataformas de quartzo que cantavam com o vento. Esse era Aurelis, o nome verdadeiro do planeta que muitos conhecem apenas como Maldek — um corpo celeste majestoso que existia entre Marte e Júpiter, antes de se transformar no Cinturão de Asteroides.


Localização no Sistema Solar


Aurelis orbitava na faixa hoje ocupada pelo Cinturão de Asteroides, entre Marte e Júpiter.

Essa posição privilegiada garantia energia abundante do Sol, um clima estável e um céu onde Júpiter brilhava como um farol dourado, visível até mesmo durante o dia.



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Como era a vida em Aurelis


Núcleo cristalino vivo, que funcionava como transmissor e amplificador de energia para todo o planeta.


Montanhas prismáticas e vales translúcidos, refletindo luz em milhares de cores.


Atmosfera pura, sustentada por florestas cristalinas que vibravam em harmonia.


Civilização avançada que usava o som e a luz como ferramentas para cura, comunicação e transporte.




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A sequência de eventos que levou ao fim


Por milênios, Aurelis viveu em equilíbrio. Mas seu ponto forte — o núcleo cristalino — também era sua maior vulnerabilidade.

Facções internas começaram a disputar o controle das Matrizes Centrais, estruturas gigantescas que canalizavam a energia do núcleo.


Primeiro vieram os boatos de sabotagem.

Depois, pequenos pulsos descontrolados começaram a sacudir cidades inteiras.

A tensão cresceu até que um grupo, na tentativa de tomar o controle definitivo, sobrecarregou o núcleo para paralisar as defesas dos rivais.


O que aconteceu a seguir foi rápido e irreversível:

Um único pulso, milhares de vezes mais forte que qualquer já registrado, atravessou o planeta.

As estruturas cristalinas amplificaram o impacto ao invés de contê-lo.

A superfície rachou, a atmosfera evaporou e Aurelis se fragmentou em milhões de pedaços, lançados pelo vazio.



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O ponto fraco e a lição que ficou


Aurelis não caiu por ataque de fora.

Caiu pelo orgulho e pela disputa interna, pela crença de que nada poderia destruir o que parecia perfeito.


O destino de Aurelis é um aviso claro:


> Até a maior das luzes pode se apagar quando o equilíbrio é substituído pela arrogância.




Hoje, os fragmentos de Aurelis orbitam silenciosos entre Marte e Júpiter, como uma cicatriz cósmica — e um lembrete para que não repitamos o erro de Maldek.

 
 
 

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